segunda-feira, 26 de março de 2012

3 anos


Quase não me dei conta, mas hoje é aniversário deste blog! Também, pudera, ele está meio "jogado às traças"... As desculpas de sempre, falta de tempo, mudanças, a correria do dia a dia, apenas desculpas... O fato é que ele anda meio esquecido.
Não vou fazer promessas de que ele vai "bombar" a partir de agora, mas também não podia deixar passar em branco o terceiro aniversário deste espaço. São 3 anos de memórias e coisas que achei interessantes. Não, não vou abandoná-lo, mas (contradizendo o que acabei de dizer) pretendo, aos poucos, voltar a escrever. Talvez seja mais uma promessas de aniversário, que, tais como as promessas de ano novo, são feitas com toda a boa intenção. Espero sinceramente que eu a cumpra.
Sem mais delongas, parabéns para meu blog, em seu terceiro aniversário. E que venham muitos outros (aniversários, não blogs :-) )!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

You'll Never Walk Alone

Tenho ouvido a versão gravada por B. J. Thomas, que é maravilhosa.

You'll Never Walk Alone
Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II

When you walk through a storm,
Hold your head up high,
And don't be afraid of the dark.
At the end of a storm,
There's a golden sky,
And a sweet silver song of a lark.

Walk on through the wind,
Walk on through the rain,
Though your dreams be tossed and blown....
Walk On! Walk On! With hope in your heart,
And you'll never walk alone...
Walk On! Walk On! With hope in your heart,
And you'll never walk alone...

You'll never walk alone.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Desbravador

Quando eu era criança, no começo dos anos 80, eu frequentava a Igreja Adventista do Sétimo Dia-Marco, em Belém (PA). Lá tinha (e tem até hoje) um clube de crianças e adolescentes, chamado de Clube dos Desbravadores. Na igreja que eu frequentava, o nome do clube é "Pioneiros".
De acordo com o site Clube de Desbravadores, desbravadores são:
"... meninos e meninas com idades entre 10 e 15 anos, de diferentes classes sociais, cor, ou religião. Temos reuniões uma vez por semana para aprender a desenvolver nossos talentos, habilidades, percepções e o gosto pela natureza.
Nós vibramos com atividades ao ar livre. Gostamos de acampamentos, caminhadas, escaladas, explorações nas matas e cavernas. Sabemos cozinhar ao ar livre, fazendo fogo sem fósforo. Demonstramos habilidade com a disciplina através de ordem unida, e temos a criatividade despertada pelas artes manuais. Combatemos, também, o uso do fumo, álcool e drogas.
Trabalhamos em equipe procurando sempre ser úteis à comunidade. Prestamos, também, socorro em calamidades e participamos ativamente de campanhas comunitárias para ajudar pessoas carentes. Em tudo que fazemos procuramos desenvolver amor a Deus e à Pátria e, além disso, formamos muitos amigos!
Nosso Clube está presente em mais de 160 países, com 90.000 sedes e mais de dois milhões de participantes. Existimos oficialmente desde 1950, como um programa oficial da Igreja Adventista do 7º Dia. Meninos e meninas de qualquer fé religiosa podem participar conosco deste movimento que tira da diversidade, o colorido da energia juvenil."
Tenho diversas boas lembranças daquele tempo, além de boas amizades. Quero destacar aqui o Voto e a Lei do Desbravador. Eles são repetidos a cada reunião. São palavras que ecoam até hoje na minha cabeça, e apesar de não conseguir sempre seguir esses ensinos, me esforço para fazê-lo:


Voto
"Pela graça de Deus, serei puro, bondoso e leal. Guardarei a lei dos Desbravadores, serei um servo de Deus e um amigo de todos."


Lei
A lei do Desbravador ordena-me
  1. Observar a devoção matinal;
  2. Cumprir fielmente a parte que me corresponde;
  3. Cuidar do meu corpo;
  4. Manter a consciência limpa;
  5. Ser cortês e obediente;
  6. Andar com reverência na casa de Deus;
  7. Ter sempre um cântico no coração;
  8. Ir onde Deus mandar

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

E porque hoje é sexta...

...já sabe! :-)

Coincidências...


Um criador de galinhas vai até o bar da cidadezinha, senta-se ao lado de uma mulher e pede uma taça de champanhe. A mulher comenta:
- Olha que coincidência, eu também pedi uma taça de champanhe.
- Que coincidência - disse o criador. Hoje é um dia muito especial para mim, por isto estou celebrando.
- Para mim também é um dia muito especial - disse a mulher. Eu também estou fazendo uma comemoração.
- Que coincidência - disse o homem.
Quando eles brindam o homem pergunta:
- E o que você está celebrando?
- Meu marido e eu vínhamos tentando ter um filho faz muito tempo e hoje meu médico disse que estou grávida.
- Qué coincidência - disse o homem. Sou criador de galinhas e durante anos minhas galinhas não eram férteis. Mas, hoje, elas estão botando ovos fertilizados.
- Isto é maravilhoso - disse a mulher. O que é que você fez para que as galinhas se tornassem férteis?
- Usei um galo diferente - disse o criador.
A mulher, sorrindo, ergue a taça de champagne, brinda novamente e diz:
- Mas olha só que coincidência!

Recebido por e-mail da Nádia!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Novidade boa







Acabo de voltar de férias e descubro que tem um blog novo no ar: http://priscillalanne.blogspot.com/.
Pra mim pelo menos é novo, pois até o dia em que eu saí de férias ele não existia. :-)
Conhecendo a Priscilla, digo que vale a pena passar por lá e acompanhar os posts da garota!
Tia Pris parabéns pela iniciativa! :-))

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Para pensar

Recebi esta mensagem como sendo de autoria de Arnaldo Jabor. Não tenho certeza se é realmente dele, mas achei a mensagem interessante, por isso resolvi postá-la aqui.

Update: Recebi um comentário da leitora Carla e faço a correção aqui: o texto, que tem como título original "Reflexões", é de autoria de Sara Maria Binatti dos Anjos e está registrado na Biblioteca Nacional através do EDA (Escritório de Direitos Autorais) de Porto Alegre/RS. Carla, obrigado!

Quero voltar a Confiar

Reflexões

Fui criado com princípios morais comuns: quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração.
Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades.
Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror.
Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão. Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto. Anistia para corruptos e sonegadores.
O que aconteceu conosco?
Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas.
Que valores são esses?
Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano.
Celulares nas mochilas de crianças.
O que vais querer em troca de um abraço?
A diversão vale mais que um diploma.
Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa.
Mais vale uma maquiagem que um sorvete.
Mais vale parecer do que ser. Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores!
Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a vergonha na cara e a solidariedade.
Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho.
Quero a esperança, a alegria, a confiança!
Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa.
Abaixo o “TER”, viva o “SER”. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã!
E definitivamente bela, como cada amanhecer.
Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases.
Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopia? Quem sabe? Precisamos tentar.
Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem…
Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!


Arnaldo Jabor
Tenha uma boa semana!

sábado, 18 de junho de 2011

Canção dos Quarenta Anos

Canção dos Quarenta Anos

Poema, suspende a taça
pelos dias que vivi,
Espelho, diz-me em que jaça
mais fiel me refleti.
Quarenta anos correram
e neles também corrí.

Quarenta anos, quarenta!
(Quantos mais ainda virão?)
Morrerei hoje de infarto
ou amanhã de solidão?
Serei pasto da malária?
Serei presa do avião?

A morte engendra a esperança.
A morte sabe fingir.
A morte apaga a lembrança
da morte que vai ferir.
E em cada instante que passa
a morte pode surgir.

Quem pode medir um homem?
Quem pode um homem julgar?
Um homem é terra de sonhos,
sonho é mundo a decifrar,
naveguei ontem no vento,
hoje cavalgo no mar.

Hoje sou. Ontem, não era.
Amanhã, de quem serei?
Um homem é sempre segredos.
(Por qual deles purgarei?)
Dos meus netos, qual o neto,
em que me repetirei?

Que virtudes foram minhas?
Que pecados confessar?
Que territórios de enganos
a meus filhos vou legar?
A quem passarei meu canto
quando meu canto passar?

Ah! como a vida é ligeira!
Ah! como o tempo deflui!
Este espelho não mais fala
da criança que já fui,
das minhas rugas ruindo
apenas um nome rui.

Quedê rede balançando?
Quedê peixinhos do mar?
Quedê figo da figueira
pru passarinho bicar?
E o anel que tu me deste
em que dedo foi parar?

Dezembro chama janeiro,
(fevereiro vai chamar?)
Monte-Cristo se me visse
não iria acreditar.
Como está velho, diria
a donzela Dagmar.

Um homem cresce espalhando
o reino em que foi feliz.
Onde Athos ? Onde Porthos?
Onde o tímido Aramis?
Um homem cresce querendo
e cresce quando não quis.

Crescer é rima de vida
mas também é de morrer.
Crescer é terna ferida,
que só dói no entardecer.
Em cada raiz da morte
há sempre um verbo crescer.

E cresço: macho e poeta.
(Subo em linha, volto em cor)
cresço violentamente,
cresço em rajadas de amor,
cresço nos filhos crescendo,
cresço depois que me for.

Cresço em tempo e eternidade,
cresço em luta, cresço em dor,
não fiz meu verso castrado
nem me rendo ao opressor,
cresço no povo crescendo,
cresço depois que me for.

E cresço na aurora livre
galopando esse corcel.
cresço no verso espumando
entre as linhas do papel.
cresço "verde" de esperança
na barba de Don Fidel.

Quarenta anos, quarenta!
(E nem sequer percebi!)
Quarenta anos correram
e neles também corri.
E nesses quarenta anos,
Oitenta de amor por ti.

Violão de Rua - 1962
(Cadernos de Povo Brasileiro)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Para pensar

Recebi esta mensagem por e-mail, da Nádia, e achei muito bonita. Fiz uma rápida pesquisa na internet mas não achei o autor da mensagem. Em alguns sites dizia que era autor desconhecido. Então, se alguém souber quem é o autor da mensagem, peço que me informe.
VISÃO DE ADULTO... VISÃO DE CRIANÇA...

Éramos a única família no restaurante com uma criança.
Eu coloquei Daniel numa cadeira para crianças e notei que todos estavam tranquilos,  comendo e conversando.
De repente, Daniel gritou animado, dizendo: 'Olá, amigo!', batendo na mesa com suas mãozinhas gordas.
Seus olhos estavam bem abertos pela admiração e sua boca mostrava a falta de dentes.
Com muita satisfação, ele ria, se retorcendo.
Eu olhei em volta e vi a razão de seu contentamento.
Era um homem andrajoso, com um casaco jogado nos ombros, sujo, engordurado e rasgado.
Suas calças eram trapos com as costuras abertas até a metade e seus dedos apareciam através do que foram, um dia, os sapatos.
Sua camisa estava suja e seu cabelo não havia sido penteado por muito tempo.
Seu nariz tinha tantas veias que parecia um mapa.
Estávamos um pouco longe dele para sentir seu cheiro, mas asseguro que cheirava mal.
Suas mãos começaram a se mexer para saudar...
'Olá, neném. Como está você?', disse o homem a Daniel.
Minha esposa e eu nos olhamos:
'Que faremos?'.
Daniel continuou rindo e respondeu, 'Olá, olá, amigo'.
Todos no restaurante nos olharam e logo se viraram para o mendigo.
O velho sujo estava incomodando nosso lindo filho.
Trouxeram a comida e o homem começou a falar com o nosso filho como um bebê.
Ninguém acreditava que o que o homem estava fazendo era simpático.
Obviamente, ele estava bêbado.
Minha esposa e eu estávamos envergonhados.
Comemos em silêncio; menos Daniel que estava super inquieto e mostrando todo o seu repertório ao desconhecido, a quem conquistava com suas criancices.
Finalmente, terminamos de comer e nos dirigimos à porta.
Minha esposa foi pagar a conta e eu lhe disse que nos encontraríamos  no Estacionamento.
O velho se encontrava muito perto da porta de saída.
'Deus meu, ajuda-me a sair daqui antes que este louco fale com Daniel', disse orando, enquanto caminhava perto do homem.
Estufei um pouco o peito, tratando de sair sem respirar nem um pouco do ar que ele pudesse estar exalando.
Enquanto eu fazia isto, Daniel se voltou rapidamente na direção onde estava o velho e estendeu seus braços na posição de 'carrega-me'.
Antes que eu pudesse impedir, Daniel se jogou dos meus braços para os braços do homem.
Rapidamente, o velho fedorento e o menino consumaram sua relação de amor.
Daniel, num ato de total confiança, amor e submissão, recostou sua cabeça no ombro do desconhecido.
O homem fechou os olhos e pude ver lágrimas correndo por sua face.
Suas velhas e maltratadas mãos, cheias de cicatrizes, dor e trabalho duro, suave, muito suavemente, acariciavam as costas de Daniel.
Nunca dois seres haviam se amado tão profundamente em tão pouco tempo.
Eu me detive, aterrado. O velho homem, com Daniel em seus braços, por um momento abriu seus olhos e olhando diretamente nos meus, me disse com voz forte e segura:
'Cuide bem deste menino'.
De alguma maneira, com um imenso nó na garganta, eu respondi: 'Assim o farei'.
Ele afastou Daniel de seu peito, lentamente, como se sentisse uma dor.
Peguei meu filho e o velho homem me disse:
'Deus o abençoe, senhor. Você me deu um presente maravilhoso'.
Não pude dizer mais que um entrecortado 'obrigado'.
Com Daniel nos meus braços, caminhei rapidamente até o carro.
Minha esposa perguntava por que eu estava chorando e segurando Daniel tão fortemente, e por que estava dizendo:
'Deus meu, Deus meu, me perdoe'.
Eu acabava de presenciar o amor de Cristo através da inocência de um pequeno menino que não viu pecado, que não fez nenhum
juízo; um menino que viu uma alma e uns adultos que viram um montão de roupa suja.
Eu fui um cristão cego carregando um menino que não o era.
Eu senti que Deus estava me perguntando:
'Estás disposto a dividir seu filho por um momento?', quando Ele Compartilhou Seu Filho por toda a eternidade..
O velho andrajoso, inconscientemente, me recordou:
'Eu asseguro que aquele que não aceite o reino de Deus como um Menino, não entrará nele.' (Lucas 18,17).
Apenas repita esta frase e verá como Deus se move:
'Senhor Jesus Cristo, te amo e te necessito, entre em meu coração, por favor'.
Passe esta mensagem a algumas pessoas especiais.
Não porque você receberá um milagre amanhã.
Mas porque você recebe o milagre todos os dias:
O milagre de estar vivo!!!

Que todos tenham um excelente Natal!!